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Eleições 2022 – o que sabemos até agora

Lara Mesquita



No primeiro domingo de outubro, daqui a pouco mais de 30 dias, vamos as urnas escolher o presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, Quase todas as atenções estão voltadas para as pesquisas de intenção de voto e avaliação do governo federal, mas gostaria de aproveitar esse espaço para explorar outas informações relevantes e interessantes que já disponíveis.



Uma visita ao site da Justiça Eleitoral dedicado às eleições de 2022 nos permite consultar quem são os principais doadores individuais até o momento, quanto cada candidato está aportando do próprio bolso, e comparar quanto cada candidato disputando ao mesmo cargo já recebeu de cada fonte de recursos, por exemplo, além do perfil sociodemográfico dos candidatos.



Por exemplo, descobrimos que os candidatos apoiados pelo presidente Bolsonaro, e o próprio presidente, via de regra declararam até o momento arrecadação de recursos muito inferior aos demais candidatos. Alguns casos:



Enquanto Fernando Haddad, candidato ao governo paulista pelo PT e que lidera as intenções de voto até o momento, já recebeu de seu partido mais de 14 milhões de reais e Rodrigo Garcia, governador do estado e candidato a reeleição, recebeu do PSDB mais de 13 milhões, o ex-ministro de Bolsonaro que disputa o governo do estado, Tarcísio de Freitas, declarou ter recebido apenas três milhões do seu partido, o Republicanos. Ainda que Tarcísio seja o candidato que mais arrecadou recursos de pessoas físicas: R$2.397.054,92, somando todas as fontes de receita o candidato bolsonarista declarou a Justiça Eleitoral ter arrecadado até o momento apenas 37% dos recursos declarados pelo candidato petista.



Nos mantendo no estado de São Paulo, o astronauta Marcos Pontes, que concorre pelo PL, declarou à Justiça Eleitoral até o momento receitas correspondentes a um terço (32%) das receitas declaradas por Márcio França, candidato do PSB que lidera a disputa.



Outro exemplo: Eduardo Bolsonaro, Eduardo Pazuello e Hélio Lopes (também conhecido como Hélio Negão) até o momento expuseram repasses do partido no valor de quinhentos mil reais cada. O filho 03 do presidente não arrecadou recursos de outras fontes até o momento. Os petistas Alexandre Padilha, Jilmar Tatto e Paulo Teixeira, e os cariocas Benedita da Silva e Washington “Quaqua” declararam terem recebido do partido, cada um, o dobro desse valor, um milhão de reais.



Tendência semelhante é observada na declaração dos candidatos à presidência da República. Jair Bolsonaro declarou ter arrecadado até esse período, somando todas as fontes, R$ 12.407.596,80, 18% dos mais de R$66 milhões declarados por Lula, ou 40% dos R$30 milhões declarados pela nanica Simone Tebet.







Das três, uma: (1) os candidatos bolsonaristas esperam arrecadar muitos recursos na reta final de suas campanhas, ou (2) estão realmente demonstrando que é possível fazer campanha eleitoral gastando muito menos que o histórico de nossas eleições demonstra, ou (3) estão usando fontes não declaradas para financiar suas campanhas, retomando práticas ilícitas que se esperava terem sido superadas com o fim das doações de pessoas jurídicas e estabelecimento do teto de gastos.


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